sábado, 7 de janeiro de 2012

Tv on the Radio

   Antes de começar a falar desta banda, gostaria só de informar que os top´s 10 dos melhores álbuns e das melhores faixas de 2011 ainda não estão concluídos e, por isso, apenas os publicarei perto do final do mês.
   "Tv on the Radio" é uma banda americana formada em 2001. O seu estilo pode ser considerado indie rock, com influências de trip-hop e electrónica. Contam com 7 álbuns, todos muito parecidos, sempre com um estilo bem definido. As vocalizações de Tunde Adembimpe são muito originais e este aspecto é mais um que marca o estilo da banda.
   Para mim, o melhor álbum é  "Dear Science", lançado em 2008. Mas o álbum que lançaram neste ano que passou não fica muito atrás. "Nine Types of Light" é um álbum um pouco diferente de "Dear Science", na medida em que é menos alternativo que o álbum de 2008, ou seja, as faixas são mais fáceis de entrar no ouvido e têm uma sonoridade um pouco mais banal. Mas isto sem tirar o mérito a este último álbum, que é um álbum excelente e que é obviamente candidato a constar no top 10 de melhores álbuns de 2011.
   Quando comecei a ouvir o álbum de 2011, as músicas facilmente me entraram no ouvido e não consegui deixar passar um dia sem as ouvir. Quando comecei a ouvir o "Dear Science" não me pareceu que fosse melhor que "Nine Types of Light", mas um tempo depois apercebi-me da elevada qualidade dele e da sua intensidade e facilmente o considerei superior ao álbum de 2011.
   Partilho com vocês a faixa número nove do álbum "Dear Science". Fantástica!
PR

sábado, 31 de dezembro de 2011

Boa Música em 2012!

   Hoje é o último dia do ano 2011, e aproveito este dia para desejar um grande ano de 2012 e que o próximo ano seja mais um magnífico ano em termos musicais.
   A nossa vida sem música não tem piada! A música completa-a, a ambiência que transmite dá-lhe um toque especial. Mas nem toda a música tem esse poder. Temos de ser selectivos e escolher bem o que mais nos agrada e o que faz de nós pessoas mais preenchidas e divertidas. A música é o nosso refúgio, tanto para o bem como para o mal.
   Ouçam música em 2012! E não se esqueçam de passar por aqui, para ir picando o que de melhor existe no mundo. Nos primeiros dias de Janeiro irei publicar o que para mim foram os melhores álbuns e faixas de 2011.
   Até para o ano!
PR
Raul Marques

sábado, 10 de dezembro de 2011

Animal Collective

Capa de "Merriweather Post Pavilion"
   Maluquice é com eles! Animal Collective é uma banda norte-americana com um estilo pouco definido. É uma espécie de banda experimental. Os membros do grupo são de nacionalidades diferentes, mas costumam juntar-se nem Nova Iorque para trabalhar nos seus projectos.
   Em 2009 atingiram o ponto alto da carreira com o lançamento do álbum "Merriweather Post Pavilion". Foi um álbum muito aclamado pela imprensa e teve presença frequente em vários top´s de álbuns desse ano. Eu mesmo o considerei como um dos melhores do ano. Além deste, já tinham lançado mais oito álbuns, com "Strawberry Jam" (2007) a ter lugar de destaque. A superioridade de "Merriweather" face a "Strawberry Jam" não é assim tão notável quanto a crítica de uma maneira geral a faz transparecer. Eu pessoalmente gosto mais do álbum de 2007.
   Desde 2000 que esta banda, liderada principalmente por Noah Lennox (Panda Bear) e por David Portner, nos anima com um estilo muito pouco vulgar, podendo mesmo ser considerado perturbador no que diz respeito à grande variedade sonora e ambiental que provoca. Mas isto pondo de lado o modo pejorativo, ou seja, ser perturbador não é necessariamente mau, neste caso até é bastante bom! Mesmo parecendo, por vezes, demasiado barulhento e irritante, por outras parece profundo e muito inspirador. Reúne uma série de características das quais fazem este "Colectivo Animal" ser uma das bandas revelação da primeira década do século XXI.
   Partilho com vocês "My Girls", faixa de "Merriweather Post Pavilion". E olhem bem para a capa deste álbum... Ilusão óptica. Mesmo típico destes doidos!
PR

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Destroyer

Daniel Bejar
   Ultimamente tenho vindo a analisar bandas mais recentes que lançaram álbuns este ano. E esse também é um dos objectivos do blog, acompanhar novidades interessantes. E começo a ter saudades de bandas mais antigas, que atingiram o seu pico nos finais dos anos 90 e no princípio deste século. Mas hoje, mais uma vez, vou falar de uma banda que lançou o seu último álbum este ano. Deixo a oportunidade de voltar aos velhos tempos para a próxima vez que por cá passar.
   "Destroyer" é uma banda formada em 1995 com a iniciativa de Daniel Bejar. O canadiano convidou mais alguns membros para formar a banda, e assim o fez. Conta já com 13 projectos, praticamente feitos um em cada ano, o último dos quais este ano. "Kaputt" é o nome que o define. É um álbum que segue a mesma ideologia e o mesmo género dos anteriores, sendo um indie rock, um pouco fora do vulgar. É um estilo de música que se tem vindo a afirmar também muito por culpa desta banda.
   Este novo álbum é muito engraçado e fácil de ouvir. Entra facilmente no ouvido. "Chinatown", a primeira música, abre o álbum de uma forma muito especial, parecendo quase como uma afinação de instrumentos, como um ensaio. Mas se escutarmos bem, a música na parte final começa a construir-se, começa a ganhar consistência. E a voz de Daniel começa a parecer familiar. É verdade que as vocalizações estão longe de ser inconfundiveis, mas o seu encaixe com a parte instrumental faz a música ganhar originalidade. A seguir, com "Blue Eyes", o estilo define-se claramente e ganhamos vontade de ouvir o resto do álbum. "Kaputt" e "Savage Night at the Opera" também são duas faixas de muita qualidade.
   Sinceramente, não "perdi muito tempo" a ouvir "Destroyer", até porque surgiram rapidamente outras bandas que despertaram mais a minha atenção, mas isso não tira valor à banda, aliás, adoro voltar a ouvir de vez em quando, recordar as tardes de verão que passava a ouvir o álbum de uma ponta à outra.
   Já agora, aproveito para divulgar um site de música que tenho vindo a acompanhar que está sempre muito atento às novidades e que atribui classificações a todos os álbuns de diversas bandas. Consultem!
PR



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Washed Out

Ernest Greene
  
   Washed Out é o nome artístico de Ernest Greene, nascido na Geórgia, em 1983.
   Ele é um compositor de música electrónica que conta com um álbum de estúdio ("Within and Without") de 2011 e três extended plays ("High Times", "Life of Leisure" e "Untitled"), um de 2009 e dois de 2010. "Within and Without" destaca-se claramente como o seu melhor projecto e é um dos melhores álbuns do ano. Um álbum dinâmico e com uma batida acessivel, entra facilmente no ouvido, mas sai dificilmente dele, ou seja, fica na cabeça. É extremamente viciante! As três primeiras músicas do álbum são fabulosas. A primeira, "Eyes Be Closed", é contagiante! A segunda, "Echoes", é a mais poderosa do álbum, com uma batida muito forte. A terceira, "Amor Fati", apesar de ser electrónica, é muito intimista. A quarta, "Soft", parece-se muito com Royksopp e a sexta, "Before", é talvez a música mais alternativa do álbum.
   As vocalizações arrastadas de Ernest dão um tom mais orquestral ao ritmo, mais melódico, o que faz da música uma electrónica pouco banal, entrando um pouco no campo do chillout e do chillwave.
   Washed Out é sem dúvida uma das melhores novidades do ano e representa muito bem o que é a actual moda musical e os estilos novos que começam a surgir, virados claramente para a música electrónica.
   É um tipo de musica ideal, tanto para passar numa discoteca como para ambientar um jantar casual entre amigos.
  PR


terça-feira, 18 de outubro de 2011

John Maus


John Maus

   John Maus é mais uma supreendente novidade deste ano, que está a ser, tal como em 2010, um fantástico ano em termos musicais. A música electrónica ganha cada vez mais força e envereda por caminhos cada vez mais alternativos. E John Maus é mais uma prova disso!
   Ele é um compositor americano nascido em 1980. Já trabalhou com Panda Bear e com Ariel Pink, mais dois grandes músicos, o que o pode ter lançado na carreira e encorajado a editar projectos próprios de muita qualidade. Já tem 3 álbuns e mais uns quantos pequenos projectos. "Songs" (2006) e "Love is Real" (2007) foram os dois primeiros álbuns editados. Através da sua sonoridade aperecebe-se facilmente que a música ainda não é muito consistente, que não tem um estilo muito definido, que as ideias ainda estão um pouco baralhadas. Mas com "We Must Become The Pitiless Censors Of Ourselves", álbum deste ano, essas ideias interligam-se e o estilo é finalmente perceptivel! Com claras influências de Ariel Pink, John Maus opta por um estilo mais electrónico, mais dinâmico e não tanto profundo e melancólico (se bem que Ariel Pink não é melancólico, aliás, não sei bem como se pode classificar! Mas isso fica para mais tarde...).
   Pessoalmente gosto imenso deste álbum e considero-o um dos melhores do ano. Merece ser ouvido com muita atenção! Tem um ínicio fabuloso com "Streetlight", ínicio este que incentiva de uma forma tentadora a audição do resto do álbum.
   Depois de ter ouvido mais de 50 vezes este álbum, arrisco-me a dizer que as melhores faixas são a número 2 e a número 9, "Quantum Leep" e "Cop Killer", respectivamente. Mas fiquem com um vídeo não oficial de "Streelight", para não conseguirem resistir em ouvir o álbum!
PR


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bon Iver

Justin Vernon
   Um pouco ao estilo de Fleet Foxes, Bon Iver é mais uma banda folk de grande qualidade! Tem uma sonoridade muito própria e muito melancólica. Justin Vernon é o responsável pela grande categoria das vocalizações.
   O grupo conta com 3 álbuns. O que se destaca é o mais recente, lançado há poucos meses. Intitula-se de "Bon Iver". É dos álbuns mais criativos de 2011 e um dos melhores do ano. Apesar de ser um disco "difícil de ouvir", depois de entrar no ouvido soa como um magnífico canto de pássaro numa tarde de verão.
   A pouco e pouco o grupo vai ficando cada vez mais unido e a música cada vez mais consistente. Nota-se que este novo álbum é muito mais um projecto de grupo do que, por exemplo, "For Emma, Forever Ago" (álbum de 2008). O uivo solitário de Justin é agora muito mais acompanhado pelo resto dos elementos da banda.
   Algumas faixas até podem parecer demasiado simples e "foleiras", mas é essa mesma simplicidade conjugada com o poder e a versatilidade da voz de Justin que fazem desta música tão bela. Não tem nada de complexa, longe disso. É de uma harmonia e de uma suavidade imensa.
   Ao ouvir o álbum "Bon Iver" do príncipio ao fim, o que fica são quase 40 minutos de música que passam a correr, sem sequer nos apercebermos, tal é a melancolia e a descrição da sua composição. Vale mesmo a pena ouvir!
   Partilho com vocês a faixa 4 do recente álbum "Bon Iver"...
PR


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fleet Foxes

Os membros desta maravilhosa banda.
   Depois de um mês de férias, decidi abrir o mês de Setembro com Fleet Foxes!
   Quando pensamos em Fleet Foxes "somos forçados" a  pensar em folk. E quando penso em folk penso em Fleet Foxes, tal foi a influência provocada por este grupo em mim e nos meus gostos musicais. São os reis do folk na minha opinião. Apesar de serem uma banda recente, já adquiriram um grande estatuto.
   Robin Pecknold (o vocalista) lidera esta banda desde 2006, que foi formada nos EUA, em Seattle. Já contam com 2 álbuns e 2 EP´s. Os dois álbuns são muito semelhantes, tanto em estilo como em qualidade.
   Quando se ouve cada um deles é como que durante esse tempo tivéssemos percorrido uma floresta de uma ponta a outra, e ao fim, enquanto ouvimos aquelas músicas mais melancólicas, é como se tivéssemos chegado ao destino dessa longa viagem e tivéssemos a cantarolar à volta da fogueira enquanto bebemos uma caneca de chá. É isto que sinto quando ouço Fleet Foxes! É música puramente engraçada e divertida.
   Apesar de ser um pouco semelhante a "Bon Iver" ou "The Shins" e de ter sofrido uma grande influência de "Beach Boys", a musica que compõem é diferente de qualquer outra com o mesmo estilo musical.
   Quando comecei a ouvir Fleet Foxes admito que achei um pouco banal e que duvidei das suas potencialidades. Mas depois de ter ouvido os dois álbuns muito bem e de ter tido a sorte de os ter ido ver ao Festival Optimus Alive 2011, o que era um pouco banal e excessivamente familiar, transformou-se numa qualidade rara. Eles já fazem parte de mim.Ouçam, vale a pena!
   Fiquem com a faixa mais conhecida e talvez a que considero melhor...
PR

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Muse

   Sendo este o meu primeiro post neste grande blog, gostaria de vos apresentar uma das minhas bandas favoritas, Muse! Muse, composta por três elementos, é uma banda inglesa que desde 1994 nos maravilha com sons fantásticos. Não têm um estilo específico, situando-se entre o rock alternativo e o rock electrónico, devido, principalmente, ao génio Matt Bellamy. Este é o guitarrista e vocalista da banda; porém, sendo um grande pianista combina estas suas duas características de uma forma fantástica. Temos, então, uma banda que apresenta a brutalidade de um solo extremamente bem conseguido, mas também o romantismo e a simplicidade do piano.
    Apesar de existirem desde 1994 apenas em 1999 publicaram o seu primeiro álbum com o nome "Showbiz". No entanto, o álbum que os levou para o top e para o estádio Wembley (num dos melhores e maiores concertos de sempre) foi mesmo "Black Holes And Revelations", editado em 2006.
Existem muitas músicas que podem ser aconselhadas, desde "Butterflies & Hurricanes" a "Knights of Cydonia", Muse apresentam ao seu público um leque variado de música de grande qualidade.
   Por opinião pessoal aconselho,"The Resistance" do seu álbum "The Resistance", produzido em 2009. É simplesmente fantástica !!
    (Antes de acabar este post tenho um enorme obrigado ao Pedro que durante este ano tem mantido o blog apresentando bandas de grande qualidade.)
Raul Marques

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Optimus Alive 2011

   Nos passados dias 6, 7, 8 e 9 de Julho realizou-se mais uma edição do Optimus Alive, em Oeiras, Lisboa. Tal como o ano passado, fizeram parte desta edição várias bandas de grande qualidade. Eu, acompanhado pelo meu irmão, fui ao festival no terceiro dia, com a intenção de ver Fleet Foxes, Thievery Corporation e Chemical Brothers. Claro que estando num festival de música, realizado numa área tão grande, composto por três palcos, era inevitável que não ouvíssemos e que não deitássemos o olho a outros concertos.
Concerto dos Fleet Foxes
   O primeiro concerto que vimos foi Fleet Foxes. E foi uma agradável surpresa! Foi mesmo muito bom, melhor do que aquilo que eu estava à espera. No seu estilo folk e bastante descontraído, este grupo proporcionou um concerto de muita qualidade. Com seis elementos em palco, os Fleet Foxes tocaram as faixas mais conhecidas e mais agradáveis, dando a hipótese aos ouvintes de cantarolar as músicas e de contribuir, de certo modo, para um concerto melhor e mais alegre. O momento alto do concerto foi a passagem da segunda música do primeiro álbum ("White Winter Hymnal") para a terceira desse mesmo álbum ("Ragged Wood"). Depois de ter assistido a este magnífico concerto, aguardei um pouco pela actuação dos Thievery Corporation no mesmo palco, que foi antecedida pelos Grinderman, grupo liderado por Nick Cave.
   O concerto dos Thievery Corporation desfraldou um pouco as minhas expectativas, pois apenas se apresentou no palco um líder do grupo, acompanhado por uma série de vocalistas. Tocaram músicas dos álbuns mais recentes e não do melhor álbum, o que fez com que o concerto perdesse um pouco a qualidade. Depois deste concerto, dirigi-me para perto do palco principal, para aguardar ansiosamente pelos Chemical Brothers, aquele que viria a ser o melhor momento da noite.
   Pelas duas e trinta da manhã, finalmente chegaram ao palco e sem mais demoras começaram a passar música, rodeados por uma enorme mesa de DJs e por um complexo conjunto de instrumentos e aparelhos que lhes iriam possibilitar uma actuação estrondosa. Foi mesmo o melhor momento da noite! Foi fantástico! Uma hora e meia de música constante, sem parar, com imensas passagens de música para música, acompanhada por uns efeitos visuais absolutamente fantásticos, já típicos dos Chemical, que apareciam num enorme visor no fundo do palco. Gostei mesmo muito deste concerto. O momento alto da actuação foi a passagem da música "Hey Boy Hey Girl" que eu tive a possibilidade de gravar e que partilharei no final do post. Devido à qualidade do meu vídeo ser fraca, partilharei um vídeo do mesmo momento do concerto mas retirado do Youtube. Os Chemical são sem dúvida dos melhores grupos musicais ao vivo!
   Foram cinquenta euros bem gastos e valeu mesmo a pena ir, não só pelos grandes concertos que presenciei mas também pelo grande ambiente que envolveu todo o festival e pela animação contagiante que nele se fazia sentir.É caso para dizer: foi um "Óptimo(s) Alive"!
PR