domingo, 22 de janeiro de 2012

Melhores Faixas de 2011

   Desta vez também irei publicar as dez faixas que para mim foram as melhores de 2011. Aqui a tarefa ainda foi mais difícil! Mas depois de ouvir muitas vezes todos os melhores álbuns de 2011 e de comparar música a música, consegui ficar com cerca de quinze faixas, para depois poder excluir cinco e finalmente fazer o top 10. Ficaram de fora grandes músicas tal como "Minnesota" de Bon Iver, "Blackwater" de The War on Drugs, "Port of Call" de Beirut, "Cop Killer" de John Maus ou "Echoes" de Washed Out, entre outras...
   Aqui está o meu top... 
  
1º - "Amor Fati" ("Within and Without" - Washed Out)
2º - "Holocene" ("Bon Iver" - Bon Iver)
3º - "Eyes Be Closed" ("Within and Without" - Washed Out)
4º - "Lorelai" ("Helplessness Blues" - Fleet Foxes)
5º - "Quantum Leap" ("We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves" - John Maus)
6º - "The Glorious Land" ("Let England Shake" - PJ Harvey)
7º - "Deep Inside" ("Arabian Horse" - Gus Gus)
8º - "The Shrine/An Argument" ("Helplessness Blues" - Fleet Foxes)
9º - "Midnight City" ("Hurry Up, We´re Dreaming" - M83
10º - "Killer Craine" ("Nine Types of Light" - Tv On The Radio)

Também apresento o top 100 de faixas de 2011 do site "Pitchfork" através do seguinte link:

PR

Melhores Álbuns de 2011

   Desde a subtileza de Bon Iver à brutalidade de John Maus, o ano de 2011 foi repleto de música maravilhosa!
   Um pouco à semelhança do ano anterior, a diversidade de estilos musicais foi muito elevada, evidenciando-se cada vez mais o estilo electrónico e folk.
   Tal como no início de 2011, irei apresentar aqueles que foram para mim os dez melhores álbuns do ano passado. A escolha foi muito difícil, ficando de fora álbuns de grande qualidade como "Nine Types of Light" de TV On The Radio, "Strange Mercy" de St. Vincent, "The Rip Tide" de Beirut, "How You Do" de Mayer Hawthorne ou "Biophilia" de Bjork.
   Estas eleições são sempre muito discutíveis, mas aqui está o meu top 10 de álbuns de 2011...

1º - "Bon Iver" - Bon Iver
2º - "Helplessness Blues" - Fleet Foxes
3º - "We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves" - John Maus
4º - "Arabian Horse" - Gus Gus
5º - "Slave Ambient" - The War on Drugs
6º - "Within and Without" - Washed Out
7º - "Let England Shake" - PJ Harvey
8º - "Kaputt" - Destroyer
9º - "Hurry Up, We´re Dreaming"" - M83
10º - "Whokill" - Tune Yards

Também apresento o top 50 de álbuns de 2011 do site "Pitchfork" através do seguinte link: http://pitchfork.com/features/staff-lists/8727-the-top-50-albums-of-2011/

Bon Iver
PR

sábado, 7 de janeiro de 2012

Tv on the Radio

   Antes de começar a falar desta banda, gostaria só de informar que os top´s 10 dos melhores álbuns e das melhores faixas de 2011 ainda não estão concluídos e, por isso, apenas os publicarei perto do final do mês.
   "Tv on the Radio" é uma banda americana formada em 2001. O seu estilo pode ser considerado indie rock, com influências de trip-hop e electrónica. Contam com 7 álbuns, todos muito parecidos, sempre com um estilo bem definido. As vocalizações de Tunde Adembimpe são muito originais e este aspecto é mais um que marca o estilo da banda.
   Para mim, o melhor álbum é  "Dear Science", lançado em 2008. Mas o álbum que lançaram neste ano que passou não fica muito atrás. "Nine Types of Light" é um álbum um pouco diferente de "Dear Science", na medida em que é menos alternativo que o álbum de 2008, ou seja, as faixas são mais fáceis de entrar no ouvido e têm uma sonoridade um pouco mais banal. Mas isto sem tirar o mérito a este último álbum, que é um álbum excelente e que é obviamente candidato a constar no top 10 de melhores álbuns de 2011.
   Quando comecei a ouvir o álbum de 2011, as músicas facilmente me entraram no ouvido e não consegui deixar passar um dia sem as ouvir. Quando comecei a ouvir o "Dear Science" não me pareceu que fosse melhor que "Nine Types of Light", mas um tempo depois apercebi-me da elevada qualidade dele e da sua intensidade e facilmente o considerei superior ao álbum de 2011.
   Partilho com vocês a faixa número nove do álbum "Dear Science". Fantástica!
PR

sábado, 31 de dezembro de 2011

Boa Música em 2012!

   Hoje é o último dia do ano 2011, e aproveito este dia para desejar um grande ano de 2012 e que o próximo ano seja mais um magnífico ano em termos musicais.
   A nossa vida sem música não tem piada! A música completa-a, a ambiência que transmite dá-lhe um toque especial. Mas nem toda a música tem esse poder. Temos de ser selectivos e escolher bem o que mais nos agrada e o que faz de nós pessoas mais preenchidas e divertidas. A música é o nosso refúgio, tanto para o bem como para o mal.
   Ouçam música em 2012! E não se esqueçam de passar por aqui, para ir picando o que de melhor existe no mundo. Nos primeiros dias de Janeiro irei publicar o que para mim foram os melhores álbuns e faixas de 2011.
   Até para o ano!
PR
Raul Marques

sábado, 10 de dezembro de 2011

Animal Collective

Capa de "Merriweather Post Pavilion"
   Maluquice é com eles! Animal Collective é uma banda norte-americana com um estilo pouco definido. É uma espécie de banda experimental. Os membros do grupo são de nacionalidades diferentes, mas costumam juntar-se nem Nova Iorque para trabalhar nos seus projectos.
   Em 2009 atingiram o ponto alto da carreira com o lançamento do álbum "Merriweather Post Pavilion". Foi um álbum muito aclamado pela imprensa e teve presença frequente em vários top´s de álbuns desse ano. Eu mesmo o considerei como um dos melhores do ano. Além deste, já tinham lançado mais oito álbuns, com "Strawberry Jam" (2007) a ter lugar de destaque. A superioridade de "Merriweather" face a "Strawberry Jam" não é assim tão notável quanto a crítica de uma maneira geral a faz transparecer. Eu pessoalmente gosto mais do álbum de 2007.
   Desde 2000 que esta banda, liderada principalmente por Noah Lennox (Panda Bear) e por David Portner, nos anima com um estilo muito pouco vulgar, podendo mesmo ser considerado perturbador no que diz respeito à grande variedade sonora e ambiental que provoca. Mas isto pondo de lado o modo pejorativo, ou seja, ser perturbador não é necessariamente mau, neste caso até é bastante bom! Mesmo parecendo, por vezes, demasiado barulhento e irritante, por outras parece profundo e muito inspirador. Reúne uma série de características das quais fazem este "Colectivo Animal" ser uma das bandas revelação da primeira década do século XXI.
   Partilho com vocês "My Girls", faixa de "Merriweather Post Pavilion". E olhem bem para a capa deste álbum... Ilusão óptica. Mesmo típico destes doidos!
PR

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Destroyer

Daniel Bejar
   Ultimamente tenho vindo a analisar bandas mais recentes que lançaram álbuns este ano. E esse também é um dos objectivos do blog, acompanhar novidades interessantes. E começo a ter saudades de bandas mais antigas, que atingiram o seu pico nos finais dos anos 90 e no princípio deste século. Mas hoje, mais uma vez, vou falar de uma banda que lançou o seu último álbum este ano. Deixo a oportunidade de voltar aos velhos tempos para a próxima vez que por cá passar.
   "Destroyer" é uma banda formada em 1995 com a iniciativa de Daniel Bejar. O canadiano convidou mais alguns membros para formar a banda, e assim o fez. Conta já com 13 projectos, praticamente feitos um em cada ano, o último dos quais este ano. "Kaputt" é o nome que o define. É um álbum que segue a mesma ideologia e o mesmo género dos anteriores, sendo um indie rock, um pouco fora do vulgar. É um estilo de música que se tem vindo a afirmar também muito por culpa desta banda.
   Este novo álbum é muito engraçado e fácil de ouvir. Entra facilmente no ouvido. "Chinatown", a primeira música, abre o álbum de uma forma muito especial, parecendo quase como uma afinação de instrumentos, como um ensaio. Mas se escutarmos bem, a música na parte final começa a construir-se, começa a ganhar consistência. E a voz de Daniel começa a parecer familiar. É verdade que as vocalizações estão longe de ser inconfundiveis, mas o seu encaixe com a parte instrumental faz a música ganhar originalidade. A seguir, com "Blue Eyes", o estilo define-se claramente e ganhamos vontade de ouvir o resto do álbum. "Kaputt" e "Savage Night at the Opera" também são duas faixas de muita qualidade.
   Sinceramente, não "perdi muito tempo" a ouvir "Destroyer", até porque surgiram rapidamente outras bandas que despertaram mais a minha atenção, mas isso não tira valor à banda, aliás, adoro voltar a ouvir de vez em quando, recordar as tardes de verão que passava a ouvir o álbum de uma ponta à outra.
   Já agora, aproveito para divulgar um site de música que tenho vindo a acompanhar que está sempre muito atento às novidades e que atribui classificações a todos os álbuns de diversas bandas. Consultem!
PR



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Washed Out

Ernest Greene
  
   Washed Out é o nome artístico de Ernest Greene, nascido na Geórgia, em 1983.
   Ele é um compositor de música electrónica que conta com um álbum de estúdio ("Within and Without") de 2011 e três extended plays ("High Times", "Life of Leisure" e "Untitled"), um de 2009 e dois de 2010. "Within and Without" destaca-se claramente como o seu melhor projecto e é um dos melhores álbuns do ano. Um álbum dinâmico e com uma batida acessivel, entra facilmente no ouvido, mas sai dificilmente dele, ou seja, fica na cabeça. É extremamente viciante! As três primeiras músicas do álbum são fabulosas. A primeira, "Eyes Be Closed", é contagiante! A segunda, "Echoes", é a mais poderosa do álbum, com uma batida muito forte. A terceira, "Amor Fati", apesar de ser electrónica, é muito intimista. A quarta, "Soft", parece-se muito com Royksopp e a sexta, "Before", é talvez a música mais alternativa do álbum.
   As vocalizações arrastadas de Ernest dão um tom mais orquestral ao ritmo, mais melódico, o que faz da música uma electrónica pouco banal, entrando um pouco no campo do chillout e do chillwave.
   Washed Out é sem dúvida uma das melhores novidades do ano e representa muito bem o que é a actual moda musical e os estilos novos que começam a surgir, virados claramente para a música electrónica.
   É um tipo de musica ideal, tanto para passar numa discoteca como para ambientar um jantar casual entre amigos.
  PR


terça-feira, 18 de outubro de 2011

John Maus


John Maus

   John Maus é mais uma supreendente novidade deste ano, que está a ser, tal como em 2010, um fantástico ano em termos musicais. A música electrónica ganha cada vez mais força e envereda por caminhos cada vez mais alternativos. E John Maus é mais uma prova disso!
   Ele é um compositor americano nascido em 1980. Já trabalhou com Panda Bear e com Ariel Pink, mais dois grandes músicos, o que o pode ter lançado na carreira e encorajado a editar projectos próprios de muita qualidade. Já tem 3 álbuns e mais uns quantos pequenos projectos. "Songs" (2006) e "Love is Real" (2007) foram os dois primeiros álbuns editados. Através da sua sonoridade aperecebe-se facilmente que a música ainda não é muito consistente, que não tem um estilo muito definido, que as ideias ainda estão um pouco baralhadas. Mas com "We Must Become The Pitiless Censors Of Ourselves", álbum deste ano, essas ideias interligam-se e o estilo é finalmente perceptivel! Com claras influências de Ariel Pink, John Maus opta por um estilo mais electrónico, mais dinâmico e não tanto profundo e melancólico (se bem que Ariel Pink não é melancólico, aliás, não sei bem como se pode classificar! Mas isso fica para mais tarde...).
   Pessoalmente gosto imenso deste álbum e considero-o um dos melhores do ano. Merece ser ouvido com muita atenção! Tem um ínicio fabuloso com "Streetlight", ínicio este que incentiva de uma forma tentadora a audição do resto do álbum.
   Depois de ter ouvido mais de 50 vezes este álbum, arrisco-me a dizer que as melhores faixas são a número 2 e a número 9, "Quantum Leep" e "Cop Killer", respectivamente. Mas fiquem com um vídeo não oficial de "Streelight", para não conseguirem resistir em ouvir o álbum!
PR


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bon Iver

Justin Vernon
   Um pouco ao estilo de Fleet Foxes, Bon Iver é mais uma banda folk de grande qualidade! Tem uma sonoridade muito própria e muito melancólica. Justin Vernon é o responsável pela grande categoria das vocalizações.
   O grupo conta com 3 álbuns. O que se destaca é o mais recente, lançado há poucos meses. Intitula-se de "Bon Iver". É dos álbuns mais criativos de 2011 e um dos melhores do ano. Apesar de ser um disco "difícil de ouvir", depois de entrar no ouvido soa como um magnífico canto de pássaro numa tarde de verão.
   A pouco e pouco o grupo vai ficando cada vez mais unido e a música cada vez mais consistente. Nota-se que este novo álbum é muito mais um projecto de grupo do que, por exemplo, "For Emma, Forever Ago" (álbum de 2008). O uivo solitário de Justin é agora muito mais acompanhado pelo resto dos elementos da banda.
   Algumas faixas até podem parecer demasiado simples e "foleiras", mas é essa mesma simplicidade conjugada com o poder e a versatilidade da voz de Justin que fazem desta música tão bela. Não tem nada de complexa, longe disso. É de uma harmonia e de uma suavidade imensa.
   Ao ouvir o álbum "Bon Iver" do príncipio ao fim, o que fica são quase 40 minutos de música que passam a correr, sem sequer nos apercebermos, tal é a melancolia e a descrição da sua composição. Vale mesmo a pena ouvir!
   Partilho com vocês a faixa 4 do recente álbum "Bon Iver"...
PR


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fleet Foxes

Os membros desta maravilhosa banda.
   Depois de um mês de férias, decidi abrir o mês de Setembro com Fleet Foxes!
   Quando pensamos em Fleet Foxes "somos forçados" a  pensar em folk. E quando penso em folk penso em Fleet Foxes, tal foi a influência provocada por este grupo em mim e nos meus gostos musicais. São os reis do folk na minha opinião. Apesar de serem uma banda recente, já adquiriram um grande estatuto.
   Robin Pecknold (o vocalista) lidera esta banda desde 2006, que foi formada nos EUA, em Seattle. Já contam com 2 álbuns e 2 EP´s. Os dois álbuns são muito semelhantes, tanto em estilo como em qualidade.
   Quando se ouve cada um deles é como que durante esse tempo tivéssemos percorrido uma floresta de uma ponta a outra, e ao fim, enquanto ouvimos aquelas músicas mais melancólicas, é como se tivéssemos chegado ao destino dessa longa viagem e tivéssemos a cantarolar à volta da fogueira enquanto bebemos uma caneca de chá. É isto que sinto quando ouço Fleet Foxes! É música puramente engraçada e divertida.
   Apesar de ser um pouco semelhante a "Bon Iver" ou "The Shins" e de ter sofrido uma grande influência de "Beach Boys", a musica que compõem é diferente de qualquer outra com o mesmo estilo musical.
   Quando comecei a ouvir Fleet Foxes admito que achei um pouco banal e que duvidei das suas potencialidades. Mas depois de ter ouvido os dois álbuns muito bem e de ter tido a sorte de os ter ido ver ao Festival Optimus Alive 2011, o que era um pouco banal e excessivamente familiar, transformou-se numa qualidade rara. Eles já fazem parte de mim.Ouçam, vale a pena!
   Fiquem com a faixa mais conhecida e talvez a que considero melhor...
PR