sábado, 29 de dezembro de 2012

Grimes

Claire Boucher
   Grimes é uma banda recente. Formada em 2009, já editou três álbuns. O seu último é deste ano e tem o nome de "Visions". A grande arquitecta deste projecto é Claire Boucher, uma rapariga canadiana, cujo nome artístico é Grimes. É ela a grande responsável pela elaboração das músicas e conta apenas com mais um ou dois elementos para as pôr em prática. O seu estilo é muito difícil de definir. Entre o electrónico e o rock atravessam-se vários géneros musicais, fazendo assim da sua música uma obra extremamente original e muito experimental.
   Abordando este recente álbum ("Visions"), pode-se dizer que é nele que Claire finalmente demonstra aquilo que é capaz e "sai da toca". Os álbuns anteriores eram um pouco confusos e não marcavam um estilo. Mas este veio colocar Grimes num patamar mais alto e fazer com que fosse visto de outra forma. Ganhou reconhecimento mundial e entrou em vários tops de álbuns de 2012. Para mim decerto que também irá fazer parte dos melhores álbuns do ano.
   O álbum começa com uma música muito progressiva, com uma batida muito animada e com uma vocalização arrastada. A segunda música é "Genesis" e tem um início formidável! Depois vem a terceira, "Oblivion", que é a que eu mais gosto. Na quarta faixa parece que se abre um novo livro e até à sétima regista-se um estilo mais ou menos idêntico, com vocalizações poderosas acompanhadas de sintetizadores e teclados arrepiantes. A partir da oitava música o álbum ganha um contorno um pouco diferente, mais calmo, menos intenso. "Skin" é prova disso mesmo.
   Não conhecia Grimes, mas quando ouvi o álbum deste ano fiquei logo com uma boa impressão e ainda não parei de o ouvir. Apresenta uma sonoridade um pouco estranha à primeira vista, mas depois de se ouvir quatro ou cinco vezes reconhece-se de facto uma grande qualidade e uma originalidade fora de série!
   Aproveito este post para desejar um excelente ano de 2013 e que seja um ano com muita e boa música!


PR

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tame Impala

Tame Impala
   Tame Impala é uma banda australiana formada em 2007, constituída por 5 membros. O rock um pouco psicadélico é a marca deste grupo e eles não o negam por nada. Aliás, o líder do grupo, Kevin Parker, é muito defensor desse estilo e de tudo o que faz parte da banda. Ele admite que faz música porque precisa do dinheiro que ela gere, mas isso não faz com que ele não tenha paixão por aquilo que constrói. Kevin assume-se como o líder e o membro mais influente do grupo, afirmando que é ele que decide o rumo que o grupo deve tomar, em qualquer circunstância.
   Já editaram 2 álbuns, um em 2010 e outro em 2012. O mais recente, "Loneirism", foi uma agradável surpresa e é claramente melhor que o de 2010. Continua a ser rock psicadélico mas um pouco mais leve, mais solto, mais inclinado para o dream pop. Todas as músicas têm algo de especial e estão muito bem distribuídas pelo álbum. "Be Above It" é a primeira faixa, que faz com que o álbum entre de bicos de pés. Mas "Endors Toi" (fabulosa!) entra logo de uma forma poderosa e começa a dar definição ao disco. Segue-se "Apocalypse Dreams", uma das melhores, com passagens instrumentais deliciosas. Depois de mais três grandes músicas, vem "Feels Like We Only Go Backwards", a faixa mais animada, com registos extremamente originais. Até ao fim seguem-se mais algumas com um estilo muito semelhante às do primeiro álbum ("Innerspeaker", lançado em 2010) e termina com uma música mais suave e experimental.
   Não será arriscado dizer que esta banda é uma das melhores da actualidade e que o seu trabalho mais recente fará certamente parte de um dos melhores do ano. É um grande gosto ouvir os Tame Impala e aconselho sinceramente que ouçam! Vou partilhar uma música que gosto sempre de ouvir em qualquer circunstância. Faz-me sentir bem!


PR

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Aimee Mann

   Aimee Mann é uma cantora norte-americana responsável por grandes obras musicais! Nasceu em 1960 e já fez parte de duas bandas: os "Young Snakes" e os "´Til Tuesday". Nestas suas aventuras, editou juntamente com os seus grupos 6 álbuns até aos finais dos anos 80. 
Aimee Mann
   Em 1993 iniciou a sua carreira a solo com "Whatever" e veio fazendo muitos álbuns desde então, nomeadamente "Bachelor No.2" (2000) e "Lost In Space" (2002), que para mim são os melhores álbuns dela. Demarcam-se dos outros por serem álbuns mais consistentes e por representarem o nível máximo de maturidade musical que esta cantora já apresentou. O seu estilo é um pop-rock com uns toques de country, que fazem com que a música que constrói ganhe uma sonoridade muito agradável e relaxante, tendo aqui ou ali uma ou duas músicas mais agitadas e características do rock tradicional.
   Não é por acaso que escolhi este momento para falar desta cantora, pois foi o seu último álbum que me inspirou para tal. O álbum foi editado em setembro e intitula-se de "Charmer". O estilo deste disco é muito parecido com o que Aimee nos tem vindo a habituar, mas é incomparável com as suas melhores obras, até porque não é fácil voltar a fazer um álbum depois de alguns anos de paragem e tendo já ultrapassado o seu ponto mais alto. Mesmo assim este seu novo trabalho não deixa de merecer alguma atenção e de ser motivo de reflexão. Como sempre, adoro ouvir Aimee, independentemente da qualidade dos álbuns, pois é sempre certo que nunca é desastroso o que quer que ela faça.
   "Charmer" tem algumas faixas de grande qualidade, como a primeira - "Charmer" - ou a terceira - "Labrador". À medida que o álbum se aproxima do fim vai perdendo um pouco de força e ganhando mais suavidade, acabando com "Red Flag River", um country autêntico, que nos faz sentir bem. Com 52 anos, Aimee ainda nos alegra!
 
PR
 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dead Can Dance

Lisa Gerrard e Brendan Perry
   A melhor altura para falar dos Dead Can Dance é certamente esta... Esta banda, que há muito tempo nos enche de coisas boas, voltou a lançar um álbum 16 anos depois! "Spiritchaser" tinha sido o último álbum deles, lançado em 1996. Depois de algum tempo em que Lisa Gerrard e Brendan Perry (os membros da banda) estiveram afastados, voltaram a juntar-se e decidiram editar mais um álbum (coisa que realmente surpreendeu toda a gente!). Mas quem diria que este recente álbum é dos tempos de hoje!? Mas quem diria que este álbum foi feito por um senhor de 53 anos e por uma senhora de 51!? Eles não perderam nada durante este tempo de inactividade e voltaram da melhor forma possível!
   "Anastasis" é um álbum ao nível do que eles já tinham feito na década de 80 e 90, com um estilo musical diferente de tudo o resto! Foram uma das primeiras bandas a ser considerada como uma banda "world music", porque reúnem sons de todos os cantos do mundo e conjugam-nos de uma forma perfeita. Ambos os membros dos Dead Can Dance possuem uma voz irrepreensível e de um poder fora de série! Talvez o grupo deva mais à voz de Lisa Gerrard, porque é realmente fantástica e capaz de registos quase sobrenaturais. Mas por acaso eu gosto mais da voz de Brendan Perry, que é tão poderosa quanto a de Lisa, mas, a meu ver, é uma voz com uma carga emocional maior, ou seja, transmite outro tipo de sensações, que fazem com que seja mais marcante.
   Os sons que eles produzem são realmente admiráveis e nunca ouvidos em mais parte alguma. Utilizam instrumentos muito originais e conjugam os sons produzidos e as vocalizações de uma forma sublime! A banda também conta com mais elementos que vão colaborando e ajudando a produzir as musicas, mas é claramente o casal Brendan e Lisa que dão luz ao grupo.
   Olhando um pouco para trás, os Dead Can Dance foram capazes de editar álbuns inesquecíveis, como "Aion" (1990) ou "Into the Labyrinth" (1993), que contam com faixas excepcionais como "Black Sun" ou "Tell Me About the Forest (You Once Called Home)". Na minha perspectiva o melhor álbum deles é o de 1993, "Into the Labyrinth", porque é o mais consistente e o que reúne músicas mais encantadoras, que nos levam a passear mentalmente pelo mundo inteiro, sempre com uma carga emocional elevada. Mas é sempre muito difícil escolher o melhor álbum de bandas tão boas como esta, que produzem música que nunca irá ser igualada! É impressionante o facto das melhores músicas deste recente álbum nem sequer fazerem parte do top 5 das melhores músicas dos Dead Can Dance, o que revela o grandioso leque de músicas excelentes que este grupo já produziu.
   Não arriscaria em dizer que esta é a minha banda favorita e que é uma banda à parte das outras, que vive num mundo diferente, que faz música extra-planetária! Partilho uma música de "Anastasis" ("Opium") e de "Aion" ("Black Sun").



PR 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Chairlift

   Um pouco à semelhança dos Beach House, esta banda é formada por apenas dois elementos. Caroline Polachek é o elemento feminino e Patrick Wimberly o elemento masculino. Ela escreve e canta as músicas enquanto que Patrick encarrega-se de lhes dar consistência, na bateria, no baixo, no teclado... Por vezes junta-se um outro elemento masculino, principalmente para ajudar em palco, mas não é definitivo. O projecto nasceu nos Estados Unidos, em 2005. Contam com 3 álbuns e alguns singles.
   Como vou sempre dando mais importância ao que se vai passando durante o corrente ano, irei centrar-me no álbum que esta banda lançou recentemente. "Something", lançado em Janeiro de 2012,  é o seu terceiro álbum e é onde atinge o seu ponto mais alto. "Does You Inspire You" foi o segundo de Chairlift, lançado em 2008. Mas este fica muito aquém do último álbum. "Something" é muito mais completo, é muito mais música! Os sons electrónicos que sempre fizeram parte desta banda são neste álbum mais perfeitos, mais coordenados. Tudo encaixa bem!... Desde a entrada da voz à entrada da bateria, tudo condiz. As vocalizações arrastadas que, embora tímidas, trazem eloquência às músicas, são sempre executadas em registos diferentes, e são intercaladas com segundas vozes purificadoras, fazendo lembrar um pouco Elizabeth Fraser na sua passagem pelos Cocteau Twins ou pelos This Mortail Coil. Mas atenção, Elisabeth Fraser é incomparável!
   Ao ouvirmos a primeira faixa de "Something", dá-nos a clara ideia que estamos a ouvir Dirty Projectors. Música confusa, cheia de passagens surpreendentes... Mas à medida que vamos ouvindo o resto do álbum, apercebemos-nos que afinal Chairlift não é confusão nenhuma e que Caroline e Patrick sabem o que fazem! Tem claras influências de Cocteau Twins, é certo, mas este grupo acrescenta mais alguma coisa. Acrescenta vivacidade, que é provocada por uma certa forma irreverente de cantar e de "esgualhar" as guitarras. As faixas que se destacam são a 3 e a 7, embora o álbum seja muito consistente de uma ponta à outra.
   Foi uma agradável surpresa começar a ouvir Chairlift e de certo que "Something" será um dos candidatos a melhor álbum do ano!

PR

terça-feira, 5 de junho de 2012

Beach House lançam novo álbum!

"Bloom", dos Beach House
   Os Beach House, banda na qual já falei num post anterior, lançaram um novo álbum! Esta banda, como já tinha referido, já editou quatro álbuns, a contar com este. "Teen Dream" de 2010 é um álbum excelente e foi para mim um dos melhores desse ano. Algumas faixas desse álbum são mesmo obras-primas! Mas este novo álbum, por incrível que pareça, penso que é melhor que o de 2010. É do mesmo estilo, mas é muito mais rico em termos instrumentais e vocais. A vocalista apresenta registos diferentes e o acompanhamento musical varia mais de música para música. O álbum é fantástico de uma ponta a outra! Está muito bem delineado e começa com a música ideal, "Myth". A segunda e a terceira também são estrondosas e, no meu ponto de vista, atinge o ponto máximo de intensidade na faixa número sete, "New Year". Segue-se a oito, "Wishes", a música que talvez seja a melhor do álbum.
   Parece que os Beach House encontraram o seu rumo e perceberam que se seguissem mais ou menos o mesmo estilo que introduziram em "Teen Dream", iriam continuar a ter sucesso... E isso confirma-se, fizeram mais uma relíquia para os nosso ouvidos. "Bloom" será certamente dos melhores álbuns do ano!
   Aproveito também para referir alguns álbuns de boa qualidade que foram lançados este ano: "Break it Yourself" (Andrew Bird); "Born to Die" (Lana Del Rey); "Port of Morrow" (The Shins); "Mr. M" (Lambchop). Também aguardarei com expectativa o lançamento de álbuns de bandas como os The XX e Animal Collective.
   Há dois meses John Maus também lançou um single, intitulado de "No Title (Molly)". É extraordinário!


PR

segunda-feira, 16 de abril de 2012

The War on Drugs

   Ouve-se a primeira vez e...sim, parece ser bom. Mas nada de especial! É mais uma banda rock como todas as outras. É esta a primeira impressão que ficamos quando ouvimos The War on Drugs. Mas espera, não é assim tão vulgar... Depois de ouvido o álbum meia dúzia de vezes já parece uma sonoridade mais própria, não deixando, no entanto, de ser um som comercial, que facilmente entra no ouvido.
   Esta banda americana conta com dois álbuns lançados, um em 2008 e outro em 2011, o último dos quais que, a meu ver, foi um dos melhores de 2011 e é claramente superior ao de 2008. O grupo musical sofreu algumas mudanças entre o lançamento dos álbuns, nomeadamente ao nível dos membros que o constituíam. Alguns membros saíram depois de 2008 e, em 2010, o grupo renovou-se, perspectivando um novo lançamento de álbum.
   "Slave Ambient" (2011), parecendo que não, é um álbum fora do comum, que conjuga em estilo de pop-rock com indie rock, no qual se destaca a criatividade em termos instrumentais e o acompanhamento das vocalizações, que nos remetem a artistas como Bob Dylan. Estas são arrastadas, dando à sonoridade produzida um toque mais intenso e mais profundo, aspecto que aprecio bastante.
   Com claras influências de Bob Dylan e de Bruce Springsteen, a música produzida por este grupo musical é harmoniosa, mesmo que seja até um pouco agressiva. A facilidade com que todos os sons produzidos se conjugam é inquietante e, mesmo que não seja uma música minimalista, longe disso, é tudo muito bem construído e encaixa tudo como se de um puzzle se tratasse.
   Todas as faixas deste recente álbum são de grande qualidade, mas dou destaque às faixas número três, oito, dez e doze e partilho convosco a doze, a que, nestes últimos tempos, tenho ouvido mais.


PR

terça-feira, 27 de março de 2012

PJ Harvey

   Está na hora da PJ! Polly Jean Harvey é uma cantora britânica e é um dos maiores ícones do rock dos anos 90. Influenciou vários artistas da sua época e deu ao rock um toque especial, um toque próprio que mudou um pouco a perspectiva universal de rock. Ao longo dos anos 90 e no início deste século, esta artista apresentou um estilo puramente "rockeiro", agressivo, com canções em que as guitarras eléctricas e a bateria eram o centro das sonoridades, sempre acompanhadas pela sua vocalização característica, como é óbvio.
   PJ já conta com treze álbuns. E no lançamento do seu décimo primeiro, em 2007, o seu estilo alterou-se. Desde aí, esta artista tem optado por sonoridades mais alternativas. Agora as guitarras e a bateria já não são o centro das sonoridades, apenas se deixam levar, comandadas pela vocalista, que agora canta de uma forma mais arrastada. Especialmente neste último álbum lançado ("Let England Shake"), a profundeza evidencia-se a as vocalizações destacam-se, quase que pedindo misericórdia e demonstrando o seu grande patriotismo pelo povo inglês. Por um lado, louvando a extrema beleza e a riqueza natural em que a Inglaterra é mergulhada, mas por outro lado, criticando a sangrenta Inglaterra que participou na primeira guerra mundial e que, infelizmente, lá deixou muitas vidas. As consequências dessa entrada na guerra são evidenciadas na terceira faixa deste novo álbum, que a meu ver, é a melhor, a mais bem construída de todas elas!
   Dos campos verdes e floridos até aos confrontos e campos de batalha, este álbum é fabuloso de uma ponta à outra. Simples, é certo, mas delicado, este álbum foi um dos melhores do ano de 2011 e é um dos álbuns que mais tenho ouvido, especialmente a música "The Glorious Land", a que partilho aqui com vocês...

PR

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Gus Gus

   Gus Gus é uma banda islandesa formada em 1995, que já editou oito álbuns, o último dos quais intitulado de "Arabian Horse", lançado em 2011. Este álbum foi um dos meus escolhidos para integrar o top 10 de melhores álbuns de 2011. É um álbum muito original, puramente electrónico, com uma sonoridade muito viciante, capaz de proporcionar um ambiente muito descontraído. O álbum começa um pouco hesitante, com "Selfoss", com uma profundeza imensa que nos abre o apetite para o que vem a seguir... Depois, "Be With Me", já é mais música, cantada e com uma sonoridade mais presente, mais intensa. A terceira faixa é "Deep Inside", a meu ver a melhor do álbum, a mais original. Depois vem "Over", a mais intensa, e também a mais comercial e a que entra mais rapidamente no ouvido. Depois ainda temos "Within You", "Arabian Horse" e "Benched", mais três faixas excelentes.
   Este álbum é o único que conheço verdadeiramente bem dos Gus Gus e é por isso que só me atrevo a reflectir sobre este e não sobre outro. Os outros álbuns são mais ou menos do mesmo género. Está sempre presente um estilo electrónico, acompanhado de vocalizações diversificadas. Esta banda, desde 1995, teve vários membros, que foram deixando o grupo e que foram dando lugar a outros. Actualmente são apensas cinco, com idades entre os 40 e os 55 anos. Até parece estranho, já que normalmente as pessoas destas idades preferem outros estilos musicais, deixando um pouco de parte este tipo de estilos. Mas isso ainda torna a banda mais original e faz com que cada projecto que lançam seja mais pensado, mais consistente e não se torne um fiasco que poderia deitar por terra tudo o que tinha sido feito até aí.
   É uma banda que me diz muito e que, com certeza, nunca deixará de fazer parte do meu leque de bandas favoritas. Fiquem com "Deep Inside" porque, lá no fundo, é uma das músicas que mais me marcou nos últimos tempos!
 PR

domingo, 22 de janeiro de 2012

Melhores Faixas de 2011

   Desta vez também irei publicar as dez faixas que para mim foram as melhores de 2011. Aqui a tarefa ainda foi mais difícil! Mas depois de ouvir muitas vezes todos os melhores álbuns de 2011 e de comparar música a música, consegui ficar com cerca de quinze faixas, para depois poder excluir cinco e finalmente fazer o top 10. Ficaram de fora grandes músicas tal como "Minnesota" de Bon Iver, "Blackwater" de The War on Drugs, "Port of Call" de Beirut, "Cop Killer" de John Maus ou "Echoes" de Washed Out, entre outras...
   Aqui está o meu top... 
  
1º - "Amor Fati" ("Within and Without" - Washed Out)
2º - "Holocene" ("Bon Iver" - Bon Iver)
3º - "Eyes Be Closed" ("Within and Without" - Washed Out)
4º - "Lorelai" ("Helplessness Blues" - Fleet Foxes)
5º - "Quantum Leap" ("We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves" - John Maus)
6º - "The Glorious Land" ("Let England Shake" - PJ Harvey)
7º - "Deep Inside" ("Arabian Horse" - Gus Gus)
8º - "The Shrine/An Argument" ("Helplessness Blues" - Fleet Foxes)
9º - "Midnight City" ("Hurry Up, We´re Dreaming" - M83
10º - "Killer Craine" ("Nine Types of Light" - Tv On The Radio)

Também apresento o top 100 de faixas de 2011 do site "Pitchfork" através do seguinte link:

PR

Melhores Álbuns de 2011

   Desde a subtileza de Bon Iver à brutalidade de John Maus, o ano de 2011 foi repleto de música maravilhosa!
   Um pouco à semelhança do ano anterior, a diversidade de estilos musicais foi muito elevada, evidenciando-se cada vez mais o estilo electrónico e folk.
   Tal como no início de 2011, irei apresentar aqueles que foram para mim os dez melhores álbuns do ano passado. A escolha foi muito difícil, ficando de fora álbuns de grande qualidade como "Nine Types of Light" de TV On The Radio, "Strange Mercy" de St. Vincent, "The Rip Tide" de Beirut, "How You Do" de Mayer Hawthorne ou "Biophilia" de Bjork.
   Estas eleições são sempre muito discutíveis, mas aqui está o meu top 10 de álbuns de 2011...

1º - "Bon Iver" - Bon Iver
2º - "Helplessness Blues" - Fleet Foxes
3º - "We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves" - John Maus
4º - "Arabian Horse" - Gus Gus
5º - "Slave Ambient" - The War on Drugs
6º - "Within and Without" - Washed Out
7º - "Let England Shake" - PJ Harvey
8º - "Kaputt" - Destroyer
9º - "Hurry Up, We´re Dreaming"" - M83
10º - "Whokill" - Tune Yards

Também apresento o top 50 de álbuns de 2011 do site "Pitchfork" através do seguinte link: http://pitchfork.com/features/staff-lists/8727-the-top-50-albums-of-2011/

Bon Iver
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sábado, 7 de janeiro de 2012

Tv on the Radio

   Antes de começar a falar desta banda, gostaria só de informar que os top´s 10 dos melhores álbuns e das melhores faixas de 2011 ainda não estão concluídos e, por isso, apenas os publicarei perto do final do mês.
   "Tv on the Radio" é uma banda americana formada em 2001. O seu estilo pode ser considerado indie rock, com influências de trip-hop e electrónica. Contam com 7 álbuns, todos muito parecidos, sempre com um estilo bem definido. As vocalizações de Tunde Adembimpe são muito originais e este aspecto é mais um que marca o estilo da banda.
   Para mim, o melhor álbum é  "Dear Science", lançado em 2008. Mas o álbum que lançaram neste ano que passou não fica muito atrás. "Nine Types of Light" é um álbum um pouco diferente de "Dear Science", na medida em que é menos alternativo que o álbum de 2008, ou seja, as faixas são mais fáceis de entrar no ouvido e têm uma sonoridade um pouco mais banal. Mas isto sem tirar o mérito a este último álbum, que é um álbum excelente e que é obviamente candidato a constar no top 10 de melhores álbuns de 2011.
   Quando comecei a ouvir o álbum de 2011, as músicas facilmente me entraram no ouvido e não consegui deixar passar um dia sem as ouvir. Quando comecei a ouvir o "Dear Science" não me pareceu que fosse melhor que "Nine Types of Light", mas um tempo depois apercebi-me da elevada qualidade dele e da sua intensidade e facilmente o considerei superior ao álbum de 2011.
   Partilho com vocês a faixa número nove do álbum "Dear Science". Fantástica!
PR